Cansei de ir atras das pessoas e eles não estarem em casa,decidi me preparar antes,pra depois decidi o que fazer.
Minha meta era dirigir até uma farmácia,talvez dar uma passadinha na loja de armas e se der assaltar uma padaria.
Enquanto eu planejava ,Elise brincava com um bichinho de pelúcia verde da Stacy(aquele bicho me dava medo) espero que ela não surte por isso.Ela parecia mais calma,apezar das paisagens caoticas que passavam pela janela do carro.
Dobrei a esquerda e cheguei em uma farmácia:
-Olha eu vo lá buscar algumas coisas e já volto.
Ela assentiu.
Tranquei o carro com ela dentro e fui em rumo ao lugar.Carros destroçados,restos e fluidos estranhos no chão,cheiro de podre,era esse o estado da rua,isso me levou a pensar que podia enfrentar um daqueles malucos que vi matando pessoas lá dentro,toquei minha 9mm que estava como sempre na minha cintura,agora eu não iria me separar daquela arma,não que eu quisesse mata alguém mas eu não tinha escolha.Apezar de não saber atirar eu tinha alguma experiencia em jogos,acho que isso bastava pra mim mirar e tenta acerta.
Milagrosamente a porta estava aberta.Entrei com cautela,odiava ser surpreendida,dei uma olhada nas parteleiras,praticamente vazias,merda.Consegui alguns Band-Aids,uma fita isolante,dois sabonetes,alguns gases e ataduras,uma lanterna à energia solar,uma tesoura e um termometro.
Dei mais uma vasculhada,só que na ala de medicamentos,achei analgésicos,anti-inflamatorios e alguns relaxantes musculares.
Fiquei entertida procurando coisa que não notei o vulto que se esgueirava pelas sombras até mim,quando eu achei Morfina senti a presença e o cheiro podre dele,no reflexo,peguei a 9mm e apontei pra fuça dele:
-Pare!Sai daqui!!
O infeliz continuou andando ate mim:
-Merda,eu falei pra para!
Ele batia os dentes ,eu sabia o que tinha que fazer,mirei no cranio,eu queria que ele não voltasse nunca mais,atirei.eu vi a bala perfurar em camera lenta o cranio daquela criatura que caiu como se fosse um saco de batatas molhado.Segundos depois fui levada a realidade,peguei as coisas e corri pro carro.
Chegando lá,entrei,Elise estava desesperada:
-O que aconteceu mana?tu também ouviu tiros??Tão atras da gente?
-Não,não ninguém ta atras de nos guria.
-Como que tu sabe?
-Porque fui eu que atirei,agora bota o diacho do cinto.
Ela fico boquiaberta:
-Ta maluca? porque fez isso?
-Não por enquanto não to maluca,porque atirei? me atacaram,agora não enche e vai brinca,vai.
Ela tento insisti,mas eu falei que se ela continuasse ia fica de castigo,dai sim ela paro.
Não achei loja de armas muito menos de padaria,as poucas que entrei não tinham nada.então decidi ir pra casa de Sidney,ele devia estar la,afinal aquela coisa não saia de casa.
Enquanto ia pra la começei a pensar no que estava acontecendo,na perda da babá e da vovó,no sumiço da papai,mamãe e Stacy,pensei no cara que tentou atacar o nosso carro e no que havia matado na farmácia,pensei que aquilo era louco demais e que eu fazia parte daquela loucura toda e que tinha que sobreviver à ela.
Dessa vez levei Elise junto,ela estava quieta e mais rápida.Bati à porta,nada,na segunda batida eu olhei pra cima e me deparei com uma camera me observando,acenei pra ela,funcionava.Concerteza quela coisa tinha um microfone:
-Abre essa maldita porta Sidney!É serio.
Nada.
-Caramba,abre,to sem paciencia e se não abri vo arromba isso-Apontei pra porta.
Eu parecia uma maluca falando com a camera,mas em questões de segundos eu vi a fuça dele,Moreno,alto,olhos castanhos e cachos negros.Cara que saudade dele,abraçei-o,como era bom ver uma cara familiar.Ele falou pra eu entrar rápido.Parecia um deby mental.
Lá dentro percebi que a casa dele era uma fortaleza.Janelas e portas trancadas com moveis ,ele,pelo que percebi dormia na sala,nenhum sinal de seus pais.
-Ei,cade seus pais?
-Eles...Eles ...
Lagrimas cairam de seu rosto,era triste e eu sabia o que tinha acontecido.Só pude consola-lo com outro abraço.Chorei tambem.Elise brincava com um cavalhinho de pelúcia que Sidney tinha desde bebê,ela não sabia a dor que sentia-mos.
Depois de consolados,comemos bobagens e assistimos filmes como se nada tivesse acontecido.Quando acabou,e quando Elise dormia,começamos a descutir a causa desse surto.ele também ouviu a mensagem.Concordamos em fazer uma plano maluco.Era o seguinte:Eu deixava a Elise com ele,confiava o meu tesouro irritante à ele e ia procurar ajuda numa Kawasaki Z1000 preta,ta confesso,me apaixonei pela moto e me admirei do Sidney ter uma na garagem.
Achei o plano muito louco,mas como já disse vivia numa loucura agora.Bom ele tinha celular e eu também,não me preocupei quanto a isso.Então montei na Kawasaki e fui rumo à Atlanta procurar ajuda,ouvindo Guns N' Rose a todo vapor.
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